February 8th, 2007
Será que ???
... eu finalmente mantenho um blog agora ??? rs
Começarei com um tema complexo nesse blog !!! 
Aqui vai a história que motivou esse post:
Era uma vez numa empresa XYZ uma funcionária que adorava se superar. Sempre queria pensar fora da caixa, ir além, entregar mais e melhor... Isso fazia dela uma pessoa bem cotada, respeitada e querida pelos seus gestores. E essa pesssoa quis inovar certo dia com um ícone de sua área: o troféu que era dado aos funcionários de destaque...
Ela pediu para um designer projetar um modelo, levou para fornecedores de renome e propôs ao seu diretor para fazerem uma estatueta tipo Oscar para mudar de vez as coisas. O gestor, é lógico, adorou a iniciativa diferente e apoiou. Eis que às vésperas de apresentar ao grande público o novo troféu - no formato do símbolo do projeto, um farol - chegam os itens constantes na foto abaixo na mesa da moça...
E ela quis morrer: virou motivo de chacota de toda a área, ninguém conseguia acreditar que alguém podia ter feito um troféu como aquele sem perceber a "maldade escondida" na peça...
A pergunta que ficou é: como pode o ser vivo que fez as peças não ter percebido a aparência fálica dos objetos? Por que raios ele não ligou avisando que a peça não havia ficado boa ou que ele não estava entendendo o projeto original? Por que quando ela perguntou se o objeto tinha uma aparência fálica, ele disse não... está ótimo! Ele queria me vender o negócio a qualquer custo ou simplesmente ele tinha algum problema?

Esse post não vai falar de logística, muito menos de serviços de motoboy... Ele diz respeito a velocidades do ser humano...
Quando eu digo velocidade também não quero falar de carros, motos, corridas, maratonas e toda sorte de esportes que envolvam velocidade superior à média e competição...
Quero me ater, aqui, somente ao fato de que cada pessoa encara a vida de uma maneira e provavelmente é dessa maneira que ela vai processar suas atividades do dia-a-dia...
Sou um ser vivo acelerado, desses que fala rápido, pensa em uma velocidade própria, dirige e se maquia ao mesmo tempo, almoça teclando, entre outras barbaridades... Na minha ótica, o mundo está sempre voando e eu tenho que tratar de correr atrás ou perco o pé das coisas...
Essa minha aceleração se reflete na minha casa, com as coisas colocadas no caminho pra eu não esquecer nada, no carro que parece uma filial de casa, mas most of all, no meu trabalho...
E você que está lendo até aqui me pergunta: pqp, onde você quer chegar com esse papo ???
Bom, indo direto ao ponto, eu gostaria de raciocinar sobre as velocidades das pessoas versus expectativas alheias. Isto é, eu tenho o hábito de fazer mil coisas ao mesmo tempo, de me pedirem um e eu trazer dois, de varar uma noite pra entregar alguma coisa pra garantir que ela saia...
E aí algumas pessoas acham que você pode carregar o mundo nas costas e te colocam mais e mais peso para carregar... Ao passo que outras, passam a te odiar porque você consegue executar algumas coisas mais rápido que elas... Mas o fato de fazer rápido nem sempre indica fazer o melhor...
Eis que chega um determinado momento e você se sente sobrecarregado, ultra cobrado e odiado por pessoas de ritmo diferentes do seu e se perguntando: é melhor ser um coelho ou uma lesma ???
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Só faltaram os adesivos básicos na moto: Vida Loka e Manhã-tarde-Noite
* Esse post é uma homenagem ao Olavo♥ que, toda vez que discutimos esse assunto,insiste em dizer que a imagem que vem a sua cabeça é um desses motoboys entregadores de pizza !!!
... e saindo dos assuntos corporativos, gostaria de fazer um aparte nesse blog, na verdade um aparte gastronômico !!! rs
Alguém aqui já foi ao restaurante Chi Fu na Liberdade ???
É um restaurante chinês roots cujas refeições tornam-se verdadeiras epopéias que começam desde a ter estômago para entrar e comer (afinal as mocinhas que lá trabalham colocam lindas bacias pra raspar os pratos das refeições já feitas na mesa ao lado enquanto você espera seu prato - apetitoso, não?) até o ato de escolher os pratos com nomes em chinês e sem maiores explicações pelos que anotam seu pedido...
De qualquer forma vale pelo antropológico da coisa, ou senão pela boa comida (desde que você "feche os olhos" para as condições de limpeza do local).
Acho que todo mundo devia fazer experiências gastronômicas nessa vida e, melhor ainda, compartilhá-las com os demais...
Vou tentar manter um espaço para isso aqui no blog para sair dos assuntos aleatórios e do mundo corporativo (senão vamos ficar too boring).
Ah, quem quiser mais info do lugar, visitem esse blog que gastronomia em SP que é show !

Esse fim de semana tive um revival de um determinado momento da minha vida até então adormecido: meus dias de "menina mimada" na casa dos meus avós em São Bernardo...
Vale aqui o aparte que foram duas semanas em que eu fui vizinha do Olavo e por ironia do destino não brincamos juntos na rua, mesmo estando apenas há alguns metros de calçada de distância !!!Mas voltando a divagação inicial: eu morei, no final da gravidez da minha mãe, na casa dos meus avós paternos... Afinal ela precisava descansar e eu, uma criança hiperativa-monstruosa, não permitia...
Foi um período dourado, no qual eu tinha sorvete de sobremesa todos os dias, ganhei mais brinquedos que meu aniversário e Natal juntos e comi batatas fritas como se elas fossem se extinguir da humanidade !!!Tudo para satisfazer o pequenino monstrinho Wilderom endemoniado de ciúmes com a chegada da irmãzinha...
Mas esse post não vem falar de ciúmes, vem falar de um aspecto mais arquitetônico: como nossas percepções sobre os lugares mudam...Vou explicar melhor: essa casa onde "morei" nos meus avós me parecia gigante, as salas, a sacada do quarto do meu pai onde fiquei... a banheira parecia uma piscina... E tudo parecia lindo, perfeito na minha cabeça... uma casa tão bonita que eu jamais havia visto uma tão bela que me marcasse tanto como aquela. E essa imagem povoou minha mente por quase 26 anos...
Acontece que meu avô há pouco tempo atrás recebeu a casa de volta depois de um longo tempo alugada... E a casa estava totalmente destroçada, acabada, inabitável...
Ontem meu pai foi visitar o local que está sendo praticamente reconstruído e qual foi minha surpresa, ao girar a chave e abrir a porta, de ver uma casa de tamanho normal, uma sala de estar que hoje acharia até pequena, uma cozinha ok e armários de tamanho mediano.
Pois é, eu cresci e meu referencial de tamanho mudou. Só as lembranças que ficavam na minha cabeça é que não tinham se adaptado às proporções...
Um misto de decepção e sensação de vazio tomou conta de mim: ver um lugar tão querido acabado, ver que era pura e simplesmente uma casa como qualquer outra e não o palácio das minhas lembranças... Será que não existem mais castelos na minha memória?
Monstrinha desde a mais tenra infância
PS: Até que estou conseguindo variar os assuntos dos posts do blog, ufa !!!
... que já rendeu discussões domésticas !!! rs
Quem é melhor: o Whooper ou o Big Mac ???
Eu vou no sanduba do Burguer King porque ele tem um gosto beeem mais natural, de carne, alface e afins do que o clássico lanche do concorrente... Já o maridón vota no outro...
Fazendo jus aos momentos gastronômicos do blog, qual a opinião de vocês ??? rs
X 
Quis prestar aqui uma homenagem aos penosos que eu amo demais...
Afinal ser uma ave bonita já é ótimo, ser capaz de falar então, melhor ainda !!!
Fico pensando na surpresa dos navegadores lá nos primórdios de Colombo e posteriormente Cabral quando se depararam com os verdes falantes... Dizem os relatos que eles trocaram quinquilharias por papagaios com os nativos e levaram os monstrinhos pra Europa.
E de repente as cortes se viram apaixonadas por galináceos falantes, imitadores... Tanto que Francisco Goya com seu genialismo tétrico, retratou o poder dos psitaciformes em "Que pico de oro!".
Nada mais nada menos do que a corte toda se rendendo aos encantos de um papagaio !!! Show...
Eu ainda me surpreendo com os poderes desses verdinhos. O meu casal já chegou em um ponto que eles mandam e desmandam em casa !!! Praticamente um reinado de Mr. Spike e Mrs. Lola...
E os leigos que estão lendo isso aqui e pensando "como assim, um reinado ???".
Eu exemplifico: coisas como ver seu papagaio enfiar o pé no caneco de comida dele e, nervoso, escolher o que gosta, jogando todo o resto fora na sua cara... Ou então ser chamada de "gorda e feiosa" toda vez que faz algo que desagrada a majestade verde...
Pode-se dizer que pro tamanho e condição, os bichinhos pintam e bordam, não é ???

Meu maior arrependimento foi não ter visto pessoalmente essa
obra de Goya na Bienal de 1996 ![]()
Feriado de carnaval nunca me atraiu...
Nem quando tinha a fase dos bailes, nem nada !!!
Até que algumas viagens que fiz no feriado foram boas, mas contar os dias no calendário como uma pá de gente costuma a fazer, no way...
Calma. não vou usar esse espaço para descer a lenha na comemoração símbolo do nosso querido país... Só resolvi levantar o assunto para fazer um raciocínio e ver quem mais compartilha dele !!! rs
Ok, vamos à pergunta:
"A cidade não fica maravilhosa durante o feriado? Pouca gente, pouca fila, pouco trânsito, paz e slow motion?"
Poder andar na rua sem ser atropelada, pegar a rebouças a mais de 60 km/h sem uma zilhão de carros te esmagando e motoboys te cortando, ir a restaurantes legais sem uma fila monstro de espera, pegar a piscina do prédio habitável e a garagem idem... Humm, sounds nice !!!
Ok, a televisão fica imprestável, mas também quem precisa dela com alguns bons dvds e a cidade vazia só esperando ser explorada ??? 
